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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Richard Winters (21/01/1918 - 02/01/2011) - PARA SEMPRE HERÓI



Verdadeiro Lider, exemplo de coragem...


Faleceu no último dia 2 de janeiro de 2011 em Palmyra, Pennsylvania, EUA, de causas naturais aos 92 anos de idade, o famoso comandante da Easy Company, Major Richard "Dick" Winters.

Nascido em Ephrata, Pennsylvania, Winters trabalhou numa série de empregos para pagar sua faculdade, na qual graduou-se em junho de 1941. Na esperança de encurtar seu tempo de serviço militar, ele decidiu alistar-se no Exército em 25 de agosto daquele ano, passando pelo treinamento básico na Carolina do Sul. Com o ataque japonês a Pearl Harbor, as coisas mudaram de figura, e Winters foi selecionado para a Escola de Aspirantes a Oficial em abril de 1942, e lá conheceu seu futuro colega de guerra Lewis Nixon. Comissionado Segundo Tenente em julho, ele decidiu juntar-se à infantaria paraquedista, recebendo ordens para se apresentar ao 506º Regimento de Infantaria Paraquedista em Camp Toccoa, Georgia. Lá, Winters recebeu o comando do 2º Pelotão da Companhia E ("Easy Company"), e ganhou o respeito dos soldados devido à sua competência e espírito de liderança.

Chegando à Inglaterra em setembro de 1943 - já como parte da 101ª Divisão Aerotransportada - o 506º Regimento iniciou uma dura fase de treinamento em Wiltshire, que resultou no crescimento de tensões entre Winters e o comandante da Easy Company, Capitão Herbert Sobel. Winters duvidava da capacidade de Sobel de exercer liderança em situações de combate, e sua opinião era compartilhada por muitos sargentos da unidade. Após uma troca de acusações e um manifesto oficial dos sargentos, o comandante do 506º, Coronel Robert Sink, decidiu remover Sobel e substitui-lo pelo Primeiro-Tenente Thomas Meehan III.

Durante os saltos noturnos que precederam o desembarque na Normandia, o avião que levava Meehan foi derrubado pela antiaérea alemã, e Winters passou a atuar como comandante da Easy já no dia 6 de junho de 1944. Neste mesmo dia, ele liderou um ataque a uma bateria alemã de obuseiros 105 mm que atiravam sobre a praia de Utah. O exemplar assalto coordenado por Winters, conhecido como Ataque de Brécourt Manor, ainda é ensinado na academia de West Point como exemplo de ataque à posições fixas. Com apenas 13 homens, ele destruiu a posição inimiga, guardada por 50 soldados, e ainda capturou um mapa das defesas alemãs na área. Por esta ação ele foi condecorado pelo General Omar Bradley com a Distinguished Service Cross e promovido a Capitão.

Em setembro, a 101ª tomou parte na Operação Market-Garden, saltando sobre a Holanda. Numa encruzilhada, os paraquedistas entraram sob fogo de metralhadora alemã. Winters fez um reconhecimento e chamou o restante de seu pelotão para auxiliar no ataque à posição defensiva alemã. Embora tenha estimado a defesa inimiga em cerca de 50 homens, na verdade Winters concluiu com sucesso um ataque a uma força de 300 soldados alemães. Pouco depois, ele foi promovido a Oficial Executivo do 2º Batalhão, e nessa posição tomou parte na defensiva da cidade de Bastogne, na Bélgica, durante a ofensiva alemã de dezembro de 1944. Segurando a cidade contra uma força alemã muito maior, a 101ª sofreu muitas baixas, mas resistiu por uma semana até a chegada das tropas do 3º Exército do General George Patton. Em março de 1945, Winters recebeu o comando do 2º Batalhão, liderando-o por um período de relativa pouca atividade, desde o Reno até a Bavária no fim de abril. No começo de maio, ele recebeu a ordem de capturar Berchtesgaden, o retiro montanhês de Hitler. No dia 5, a Easy Company chegou ao Ninho da Águia, a casa construída para o Führer no topo das montanhas bávaras.

Após a guerra, Winters foi trabalhar com seu amigo Nixon até 1951, quando foi reconvocado para serviço ativo durante a Guerra da Coreia. Winters treinou oficiais por algum tempo, entrando para a reserva novamente em 1952. Casado e pai de dois filhos, ele abriu uma empresa de insumos agropecuários em Hershey, Pennsylvania, atuando como fornecedor por todo o estado. Em 1992, foi entrevistado pelo historiador Stephen Ambrose para seu livro "Band of Brothers: Easy Company, 506th Regiment, 101st Airborne from Normandy to Hitler's Eagle's Nest", que foi transformado pela HBO na mundialmente famosa minissérie "Band of Brothers" em 2001. Apesar da saúde frágil de seus últimos anos, bem como uma dura batalha contra o Mal de Parkinson, Dick Winters continuou o quanto pôde a participar de eventos públicos, e recentemente uma campanha foi iniciada para construir uma estátua sua na Normandia. William "Wild Bill" Guarnere, que serviu sob o comando de Winters na Easy, disse: "Quando ele dizia 'vamos', ele estava bem na frente. Nunca ficava para trás. Era um líder personificado".

Desejando apenas uma cerimônia simples para a família e amigos, Dick Winters pediu que seu falecimento fosse mantido em segredo até que o enterro fosse realizado, o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2010. Ele deixa esposa (Ethel) e dois filhos (Tim e Jill).


O Major Winters sendo homenageado no Ridgway Hall, setembro de 2004.


Winters interpretado pelo ator Damian Lewis na minissérie "Band of Brothers".


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Herói Esquecido

Apesar do apelo de familiares, Itamaraty não planeja identificar o corpo do único soldado brasileiro enterrado em monumento na Itália

Mateus Parreiras

Sob uma placa de bronze em Pistoia, na Itália, o único combatente do Brasil na Segunda Guerra Mundial ainda enterrado no Memorial do Soldado Brasileiro está à espera de identificação até hoje.

Os corpos reconhecidos de 449 pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), mortos na guerra, foram transferidos para o Rio de Janeiro há 50 anos, onde as famílias puderam homenageá-los e deles se despedir.

Desde que foi encontrado, em 1967, 23 anos após o término da guerra, pouco foi feito pelo governo do Brasil para identificar o combatente esquecido.

Hoje, uma amostra de seus restos mortais preservados poderia ter o DNA comparado ao dos parentes vivos dos 16 brasileiros desaparecidos no conflito, mas o Itamaraty informa ainda não ter planos para isso.

“O governo nunca fez esforços maiores para com a memória desses guerreiros”, diz a telefonista gaúcha Luciana Chimango, sobrinha-neta do desaparecido cabo Fredolino Chimango.

“Seria muito importante para nossa família se o DNA fosse feito. Ainda temos parentes muito próximos e vivos que ficariam felizes.”

O último representante da FEB ainda enterrado num cemitério italiano se tornou o “soldado desconhecido”, um símbolo junto ao memorial erguido na cidade toscana, em 1959.

“O soldado desconhecido representa todos os brasileiros que vieram aqui lutar pela paz”, afirma o guardião do memorial mantido pelo Itamaraty, Mário Pereira, filho do ex-combatente que recebeu a missão de zelar pelo cemitério, o sargento Miguel Pereira -morto em 2003.

Ele diz conservar o monumento para que os feitos da FEB não sejam esquecidos.

DESCOBERTA

Em 1944, o Brasil enviou 25.334 soldados à Itália para lutar ao lado dos Aliados -americanos, ingleses, franceses e soviéticos- contra o Eixo, formado por alemães, italianos e japoneses.

Ao final da guerra, em 1945, 465 dos combatentes brasileiros tinham morrido e 23 estavam desaparecidos. “Meu pai ajudou a localizar oito desaparecidos, restando apenas 15 e um não identificado”, conta Mário Pereira.

De acordo com ele, o soldado desconhecido só foi encontrado em 10 de maio de 1967, quando um idoso da cidade de Montese compareceu a uma solenidade militar brasileira e disse que sabia onde estava o corpo.

O italiano disse aos militares que, durante uma batalha na cidade de Montese, encontrou um soldado brasileiro morto na mata.

Como passava por dificuldades por causa da guerra, roubou-lhe as botas e o relógio e depois o enterrou com a ajuda do pai, em meio a escombros, naquela cidade.

A ossada encontrada sob um monte de entulho tinha vestígios de fardamento brasileiro, mas não estava com as plaquetas de identificação dos soldados e nem portava documentos.

Uma das teorias na época do descobrimento dos restos mortais era de que se tratava do tio-avô de Luciana Chimango, um dos desaparecidos na área.

O atual guardião do memorial se diz contrário à exumação do corpo.

“Acho que hoje, para a família, a importância de enterrá-lo no Brasil é menor do que a de manter um herói desconhecido representando o país e os colegas na Itália”, diz Mário Pereira.

FONTE: Folha de São Paulo, via NOTIMP


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

F1 nostalgia

















Skol - 80, Emerson Fittipaldi, Fittipaldi F8, Cosworth, Brands Hatch, Grã-Bretanha


Se andava bem? Não sei, mais com certeza os pneus eram bem redondos.... que merda heinn !!!

Bobagens a parte fica ai a dica deste excelente blog: F1nostalgia, muito legal mesmo, fotos de bólidos antigos, histórias e curiosidades de épocas romanticas da Fórmula 1.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MUSICA: Voices Macross Plus

Olá “internet”; Hoje vou dar inicio a uma série de postagens com traduções de músicas do Anime japonês Macross; no Japão as trilhas sonoras de Animes fazem muito sucesso e praticamente todos animes possuem a sua trilha. No Brasil não se tem este costume mais no passado, nos "gloriosos" anos 80, tivemos músicas sobre desenhos que fizeram muito sucesso, o Grupo musical infantil “Trem da Alegria” "bebeu muito dessa fonte "com musicas sobre desenhos como "THUNDERCATS" de 1985 e "He-Man" de 1982. Só que uma grande diferença é que no caso dos animes Japoneses a maioria dos temas são mais adultos e sérios e por isso as musicas também.

Especialmente falando de Macross as músicas desta franquia, desde a série original de 1982 , sempre fizeram sucesso; na minha opinião é porque Macross alem de ser uma série de ação e ficção cientifica é essencialmente um anime que sempre tratou de temas como relacionamentos ,amor, esperança, escolhas, etc... Acredito que por isso as melodias e letras sempre foram muito bem elaboradas.

Mas vamos lá então: Primeiro uma das minhas favoritas: VOICES do aclamado Macross Plus de 1994 - (Abaixo em vermelho a tradução)


A
primeira palavra em meus sonhos
Eu podia ver claramente
Planeta Eden alto além dos céus

Bonito e triste
É esta história que eu vou dizer
dos viajantes alados ansioso

'Era um dia
o vento o guiava para onde ir
como uma alta acima da águia voou

Acenando lá de baixo
ele voou para fora da vista
na escuridão mística

Nem um sorriso, nem um grito
Eu dei quando ele deixou
sentindo meu baço declínio

E esperando
um dia nós sobrevoar
de volta para os lugares que compartilhamos

Quando o navio deslizar
em ondas de seda e de ouro
no fundo do abismo planeta tais mentiras

Cercado por este universo
de amor e ódio
quebras de confusão através de e habita.

Lançou um feitiço, a partir do velho livro de magia.
Defina um caminho.
Na caixa de magia negra, algo estranho vai acontecer,
irá levá-lo até agora.
Então tente ...
Podemos voar
temos asas
podemos tocar os sonhos flutuantes
Chame-me de tão longe
através do vento à luz

Alguém veio da escuridão mais das estrelas.
Proteger meu coração de tanto chorar.
Retomados pela minha surpresa viajante retornou.
O que deu errado? Por que ele mudou?

LETRA ORIGINAL EM JAPONêS

Hitotsume no
kotoba wa yume
nemuri no naka kara
mune no oku no kurayami wo sotto
tsuredasu no

futatsume no kotoba wa kaze
yukute wo oshiete
kamisama no ude no naka e
tsubasa wo aoru no

tokete itta kanashii koto wo
kazoeru you ni
kin 'iro no ringo ga
mata hitotsu ochiru

mita koto mo nai fuukei
soko ga kaeru basho
tatta hitotsu no inochi ni
tadoritsuku basho

furui mahou no hon
tsuki no shizuku yoru no tobari
itsuka aeru yokan dake

we can fly
we have wings
we can touch floating dreams
call me from so far
through the wind
in the light

mittsume no kotoba wa hum ..
mimi wo sumashitara
anata no furueru ude wo
sotto tokihanatsu

EM INGLÊS: Quem quiser conferir neste video aparece a tradução em inglês na legenda:



Pra baixar Voices em formato MP3 clique aqui

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FOTOS DA CRUZEX V









CRUZEIRO DO SUL (CRUZEX) é um exercício aéreo multinacional que reune meios das Forças Aéreas da Argentina, do Brasil, do Chile, dos Estados Unidos, da França e do Uruguai e meios simulados de Força Terrestre e Força Naval, que irá ocorrer no período de 28 de outubro a 19 de novembro de 2010, na Região Nordeste do Brasil, abrangendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Lindas fotos do Exercicio Multinacional CRUZEX V podem ser vistas aqui:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Visita Virtual ao Museu da TAM em 360 graus





















Quem ainda não teve a oportunidade de ir até o museu pessoalmente pode fazer um visita virtual é só clicar no link:

Visita Virtual ao Museu da TAM em 360 graus

Espere carregar, você pode visualizar o museu em 360 graus a partir dos aviões da lista ou seja clicando nos diferentes aviões muda-se o ponto de vista do museu.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

THE LAST BIG FIGHTER

Um video rescente postado no You Tube, mostra que os F-14 Iranianos ainda estariam em boas condições operacionais, teriam sido modernizados provavelmente com motores e radar de origem russa:


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Monumento a FEB em Itatiba e a Av. Expedicionarios Brasileiros

A grande maioria passa por ele e nem se da conta da sua importância e nem mesmo sabe o que siguinifica, se você mora ou esta a passeio em Itatiba-SP, quando descer a Av. da Saudade passando em frente a Santa Casa ou estiver subindo a Barão de Itapema olhe, repare do seu lado esquerdo esta o monumento aos nossos Bravos pracinhas que lutaram pela liberdade e democracia o monumento esta no canteiro central da Avenida da Saudade, pare um pouco, faça um minuto de silêncio e leia o nome dos Itatibenses que integraram a FEB, mais lembre-se o monumento não é só para eles mas para todos os 25 mil homens integraram a FEB, (Força Expedicionária Brasileira) e 451 deles que perderam a vida na Itália.

Outras duas homenagens a FEB que existem em Itatiba são a AV Expedicionários Brasileiros (onde fica o famoso bar do Bozó) e a Praça Expedicionário Benedito Tinello:














Mais: http://www.anvfeb.com.br/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Longo Caminho para o T50




Por David A Fulghum, Maxim Pyadushkin e Douglas Barrie

A Rússia começou a voar um caça de quinta geração 'stealth' para desafiar o caça americano F-22, no entanto, analistas ocidentais se perguntam se a Sukhoi terá como desenvolver e entregar a aeronave até 2015, conforme o prometido.

O T-50 da Sukhoi, que fez seu voou inaugural de 47 minutos no dia 29 de Janeiro, nas instalações da KnAAPO em Komsomolsk-on-Amur, é o protótipo do PAK FA, "o Futuro Caça Tático", o primeiro caça de nova geração para a Força Aérea Russa desde que o Su-27 Flanker entrou em serviço em 1984. A Índia planeja participar no financiamento e na co-produção dessa nova aeronave.

A aeronave apresenta, claramente, um desenho 'stealth', com a fuselagem dianteira vincada, com painéis exteriores alinhados geometricamente, compartimentos internos para armas e pequenas derivas verticais. O T-50 apresenta algumas semelhanças com o design do F-22 Raptor, mas também reflete a herança do Su-27 Flanker, principalmente no “centroplano”, a grande parte central da estrutura, onde se unem fuselagem e asas.

A Sukhoi afirma que "o T-50 demonstrará uma diminuta assinatura de radar seção transversal [“Radar Cross Section”, no original] sem precedentes, tanto ao radar como aos sistemas óticos de infravermelho, graças ao uso de uma nova tecnologia de materiais compostos aplicados à fuselagem, à aerodinâmica e à diminuição da assinatura radar dos motores."

Os analistas americanos ficaram impressionados, mas ainda não entraram em pânico devido à chegada do T-50. "È um certo exagero chamá-lo de Raptorski," diz um funcionário do Governo Americano. "Neste momento, ele é, essencialmente, um Flanker com a forma exterior de um caça de quinta geração. Ele ainda necessita receber novos motores potentes capazes de produzir 'supercruise', um radar avançado e muitas mais horas de trabalho para que os projetistas militares possam começar a dizer que ele vai competir contra o F-22 ou mesmo contra o F-35."

O projeto do T-50 começou no princípio dos anos 2000, e o caça que voou agora se encontra num estágio intermediário entre um 'demonstrador de tecnologia' e uma 'aeronave de desenvolvimento'. Não está claro ainda quanto esforço será necessário para finalizar a aeronave e chegar a um modelo de produção. O Su-27 da Sukhoi foi substancialmente redesenhado desde que o protótipo, o T-10, voou pela primeira vez em 1977. Não obstante, a não ser por alguns detalhes, o T-50 parece estar mais perto de um produto acabado.

O protótipo YF-22 voou pela primeira vez em Setembro de 1990, e o primeiro avião de desenvolvimento em Setembro de 1997, mas o F-22 Raptor não foi declarado operacional até Dezembro de 2005. Um longo período de tempo foi proposto para o desenvolvimento do PAK FA e existem apenas três protótipos: O T-50-0 para testes estáticos; T-50-1, que voou agora; e T-50-2, que será usado para testes em solo. No caso do Raptor, aos dois YF-22s seguiram-se nove F-22 de desenvolvimento.

Os analistas da defesa americana identificam um design de célula em vôo (T-50-1) com a incorporação de atributos de baixa visibilidade nas bordas e formas que são notáveis para um protótipo, mas, eles alertam que o trabalho necessário para concluir um avião “stealth” (furtivo) é muito grande. Existe um evidente uso de materiais compostos no T-50, porém muitas de suas áreas ainda são feitas de metal e não está claro se isso fé uma característica apena do protótipo ou se existem planos de usar mais material composto nos modelos de produção.

O novo caça, aparentemente, é semelhante em tamanho, ao Su-27, que ele irá substituir. O T-50, tal como o Flanker, tem os motores bem separados. Isto faz com que o empuxo vetorado 3-D seja mais eficaz na rolagem tanto quanto ma arfagem e na guinada, bem como a posição dos motores, bem afastados, oferece um grande espaço no centro da fuselagem para abrigar um compartimento de armas. Existem também compartimentos laterais para mísseis de curto alcance (AAM) sob as seções interiores das asas. O “centroplano” também oferece um grande espaço para os tanques internos de combustível. Existem no protótipo pontos duros para cargas externas.

Entre as característica incomuns deste projeto está o pequeno tamanho dos estabilizadores verticais, que só foi possível pelo uso empuxo vetorado e pelas extensões de raiz de asas móveis. Estas atuam como superfície aerodinâmica dianteira e fornecem um controle de superfície tripla, similar ao canard do Su-30. As asas em delta, similares as do F-22, acopladas a motores potentes, irão oferecer a capacidade de “supercruzeiro” [vôo supersônico sem ter que empregar o pós-queimador].

"É evidente que houve uma grande preocupação com o formato externo do avião, mas existem ainda muitas interseções na superfície e sensores externos dos testes de vôo que aumentarão a assinatura de radar" disse um oficial graduado da força aérea dos Estados Unidos que trabalhou no desenvolvimento do F-117 e do F-35. "Além disso, é preciso entender a mecânica dessas entradas de ar de grandes dimensões, para determinar como, e se, é possível bloquear a reflexão do radar nos motores. E esses dispositivos do bordo de ataque das asas apresentam um desafio para o controle da assinatura de radar".

O protótipo tem uma série de características que não são furtivos, incluindo o 'infrared search and track ball'[sensor de busca e acompanhamento de alvos por imagem infra-vermelha] no nariz, a moldura do canopi, frestas em torno das entradas de ar e várias entradas de ar e grelhas não protegidas. Não há sinais de quaisquer revestimentos ou materiais de baixa observabilidade, mas eles não seriam necessários para o primeiro vôo, dizem os analistas.

Era esperado que o T-50 voasse já com os motores NPO Saturn 117S, uma versão modernizada de mais de 32.000 libras (14.500kg) de empuxo dos motores AL-31F, atualmente instalados no caça multirole Su-35. Mas a Saturn disse que o T-50 voou com "motores completamente novos". 117S, o novo motor teve a potência aumentada e um sistema de controle digital adaptado ao desempenho do T-50, afirma Ilya Fedorov, diretor executivo da Saturn e diretor do programa de motores do PAK FA.

Mas o Vice Premier russo, Sergei Ivanov, parecia contradizer Fedorov quando afirmou que o avião voou com motores de um modelo anterior de caça da geração "4 ++". A questão de um novo motor para o PAK FA ainda está por decidir, disse.

"Os motores vão ser um dos equipamentos que mais vao demorar em ficar prontos" diz um analista americano. A Saturn e Salyut estão desenvolvendo motores de 38,500 libras (17,460kg). "Um motor’ refinado com capacidade supercruise provavelmente demorará ainda vários anos para ficar pronto, pode ser que ele só chegue com o caça já declarado operacional".

Outra grande questão é a disponibilidade de um radar AESA (active, electronically scanned array). A suíte de aviônicos do PAK FA está sendo desenvolvida pelo bureau de projetos Ramenskoye, e o radar AESA será fornecido pela Tikhomorov NIIP. Um modelo completo da antena, com 1.500 módulos de transmissão/recepção foi apresentado na Feira MAKS em Moscou em agosto passado. Ela ainda está em testes de bancada, e o protótipo provavelmente voou sem radar. O primeiro radar para a aeronave deverá estar pronto em meados deste ano, mas a integração com o caça furtivo ainda não começou, sinalizou um analista americano.

O T-50 parece continuar a preferência dos russos por uma grande capacidade de transportar armas. Embora o tamanho dos compartimentos internos não ter sido divulgado, no curto prazo eles poderão levar armas além do alcance visual (BVR) como modernizações do R-77 como o K-77-1 e K-77M, desenvolvimentos do modelo básico do AA-12 Adder de médio alcance e guiado por radar.

Para mísseis de longo alcance aparecem como opções transportáveis internamente a versão modernizada do R-37M (AA-X-13). Entre os mísseis de curto alcance, a linha básica poderá ser o K-74, uma modernização do R-73 (AA-11 Archer) – com sensor infravermelho - , embora, no futuro, provavelmente, o programa K-30 venha a substituir o Archer.

Nas armas ar-superfície a família Kh-38M de mísseis de médio alcance, que estão agora em desenvolvimento deverão ser usados. Maquetes deste modelo já apareceram com superfícies de controle dobráveis, facilitando o seu transporte interno. Uma nova versão do velhíssimo AS-11 Kilter, o KH-58UShK, apareceu também com possibilidade de dobrar a superfícies de controle para um transporte mais compacto.

Espera-se que o T-50 complete vários vôos mais em KnAPPO antes de mudar-se para o centro de teste em Zhukovsky, perto de Moscou. Os altos dirigentes russos afirmaram que o primeiro lote de pré-série será entregue a Lipetsk em 2013 para testes. Ainda assim, mesmo com o programa de Su-35 fornecendo suporte de desenvolvimento para a T-50, parece muito ambicioso afirmar que o caça entre em serviço em 2015.

"Lipetsk funcionará como uma espécie de Nellis, Edwards, ou Eglin (todas são bases aéreas americanas) para terminar de ajustar o caça, desenvolver uma doutrina de emprego básico e preparar os manuais de vôo e de emprego das armas" diz o analista americano. "Finalmente, eles vão treinar o primeiro grupo de pilotos-instrutores para as primeiras unidades de linha de frente que irão receber o caça, provavelmente entre 18 e 24 meses depois da chegada do primeira unidade a Lipetsk".

Para que a Sukhoi possa cumprir o cronograma ela vai depender muito do sucesso nos testes e do compromisso financeiro russo, mas ainda mais fundamental será o envolvimento do Governo da Índia. A Índia está pronta para investir 25% do custo de desenvolvimento do PAK-FA e formar um 'joint venture' meio-a-meio para fabricar o caça, com uma exigência básica de 250 aeronaves para cada parceiro.

O PAK FA de dois lugares, conhecido como T-50UB, será a base de uma versão de exportação para a força aérea da Índia. A Hindustan Aeronautics aderiu ao programa em 2008, mas o Diretor General da Sukhoi, Mikhail Pogosyan, disse que os projetistas hindus somente participarão nas fases finais de desenvolvimento.

A Índia pode aportar um financiamento significativo, mas ela não pode aportar conhecimentos técnicos relevantes para ajudar a Sukhoi na difícil tarefa de desenvolver e integrar um caça furtivo, com aviônicos avançados de quinta geração. O quão rápido e eficaz os russos possam desenvolver um rival para o F-22 ainda está por ver.

Fonte: Aviation Week http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awst/2010/02/08/AW_02_08_2010_p30-201984.xml&headline=Major%20Work%20Ahead%20On%20T-50%20Stealth%20Fighter


Tradução:Paulo Cadavid Delgado
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por: http://www.basemilitar.com.br/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Operação Laçador





A Operação Laçador é um exercício conduzido pelo Ministério da Defesa, no Comando Militar do Sul (CMS), com a participação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, entre os dias 16 e 27 de novembro de 2009. Atualmente, este é o maior exercício combinado da América Latina, em função do número de Comandos e efetivos das três Forças Armadas envolvidas, contando com mais de 8 mil homens e mulheres.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Portões Abertos no DCTA (Sábado 02/10/09)






No último sábado aconteceu o tradicional portão abertos no DCTA em São Joseé dos Campos, eu estive lá com minha namora e um casal de amigos o Fumachi e a Grazi

Garanto que foi muita emoção mesmo que senti, pois foi a 1º vez que fui num evento deste tipo, fomos uns dos primeiros a chegar, quando cheguei só tinha um A-29 e um Tucano da Fumaça, Tive o prazer de ver o pouso e taxiamento do A-1 do A-4 dos dois F-5, da esquadrilha da fumaça e de mais um super-tucano, além de outros. Ficar a apenas um metro de distância dessas máquinas, ver os pilotos e pessoal de apoio pra min foi à realização de um sonho.

Troquei algumas palavras com o piloto do A-1 AMX, sujeito muito simpático que não gravei o nome, mas que até tirou umas fotos do avião pra min, da parte de trás onde eu não tinha acesso, também pedi pra ele tirar uma foto de dentro no cockpit, mas ele disse que não podia, Também falei que eu era bom no Flight Simulator e no Ace Combat-5 do PS2 e se eu podia dar uma volta…, Mas não teve acordo, enfim “torrei” a paciência do piloto que foi muito legal mesmo.

Fiquei muito impressionado com o som dos motores, especialmente do A-4, e também com a conservação dos aviões. Ao ver o Super Tucano de perto, entendi que ele é realmente um grande avião na sua categoria e entendi porque é um sucesso e pretendido por tantas forças aéreas.

Tirei várias fotos também e fiz vídeos, por hora vou colocar o link de alguams fotos que fiz depois vou estar destacando algumas e comentando:

Ok, segue

http://www.imagebam.com/gallery/000619fda0f7665ca59898890195cc82/




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sentando a pua

Sentandoapua; Site muito legal, recomendo a todos:

http://www.sentandoapua.com.br

A história da aviação militar brasileira na II Gerra mundial

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

70 ANOS DO INICIO DA 2º GUERRA MUNDIAL

Neste 1º de setembro de 2009, estão sendo lembrados os 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial.


Na Alemanha Nazista todos os deputados eram membros do NSDAP. E todos os outros partidos políticos estavam proibidos, seus líderes haviam sido assassinados, presos, exilados ou silenciados de alguma outra forma. Naquele 1° de setembro de 1939, reinava uma atmosfera de tranquilidade antes do início da sessão parlamentar.


Emissora Gleiwitz:

Por volta das 10 horas da manhã, Hitler tomou a palavra, afirmando que o Exército polonês teria invadido o território alemão "com soldados comuns", abrindo fogo. "Desde 5h45", afirmava o líder nazista, a Alemanha estaria atirando de volta, "revidando bombas com bombas". Mal ele acabou de pronunciar estas palavras, os parlamentares pularam de suas cadeiras aos gritos de "Heil Hitler".


Mais tarde, o governo nazista iria forjar um ataque de franco-atiradores poloneses à emissora de rádio alemã em Gleiwitz, nas proximidades da fronteira polonesa, creditando a esse fato a suposta razão da guerra.


Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich: cúpula nazistaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich: cúpula nazista


No ataque, afirmavam os nazistas, teriam sido disseminadas palavras de ordem contra os alemães e um técnico teria sido assassinado. O ataque não passava de uma encenação, tendo sido executado sob o comando de Reinhard Heydrich (1904-1942), ao qual estava subordinado o Sicherheitsdienst (serviço secreto da SS).

Enquanto o entusiasmo entre os parlamentares era grande, a população se mantinha relativamente contida. Para muitos, as lembranças da Primeira Guerra Mundial ainda estavam muito recentes na memória para qualquer espécie de júbilo em relação à notícia de um ataque à Polônia.


A invasão: soldados nazistas arrancam cancelas na fronteira da Polônia e iniciam a guerra















Mas a quanto tempo as armas ja estavam "cantando no front europeu? Para alguns, desde o início da Grande Guerra - que jamais teria terminado, apesar do armistício de 1918. Para outros, uma nova batalha começara em 1936, com o embate entre fascistas e socialistas na Espanha. Já os mais crédulos preferiam ver a paz como soberana no Velho Mundo. Mas o líder alemão Adolf Hitler é homem de certezas, não de dúvidas. Para eliminar qualquer conjectura, resolveu mostrar para todo o planeta que estava começando uma nova guerra - a sua guerra, a guerra do Reich, a guerra da Grande Alemanha. E assim, às 4h45 da manhã de 1º de setembro de 1939, ordenou que seu exército cobrasse com sangue polonês os territórios tirados da Alemanha pelo Tratado de Versalhes. Assim foi dito, assim foi feito.


1ºDisparos:


As tropas que realizaram os primeiros disparos, as primeiras aeronaves e esquadrões a soltarem bombas, tudo isso é assunto que rende controvérsias até hoje. Por muito tempo, foi dado como certo que o “início oficial” do conflito veio na forma de granadas de 11 e de 6,7 polegadas disparadas às 4h45 da manhã por um velho encouraçado alemão, o Schleswig-Holstein, em direção a posições polonesas em Westerplatte.

Embora essa “primazia geral” possa ser contestada atualmente por estudiosos do tema, uma coisa é praticamente certa: no que se refere a disparos a partir de uma unidade naval, o Schleswig-Holstein foi o pioneiro do conflito.

Encouraçado: Schleswig-Holstein (Veterano da 1º Grande Guerra)




quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Anime MACROSS (Robotech nos EUA) Vai virar filme













Segundo o Hollywood Reporter, Tobey Maguire, também conhecido por muitos como Peter Parker, comprou os direitos para o cinema da série animada Robotech, e pode vir a estrelá-la.




Esta Noticia é de 2007, mas só agora o roteirista foi definido e será nada menos do que Lawrence Kasdan que esteve por trás de pérolas dos cinemas como O Império Contra Ataca e Caçadores da Arca Perdida, já tem o seu nome anexado ao projeto Robotech. Segundo o site CHUD, Kasdan será o novo roteirista a adaptar este anime americano, que foi baseado em três séries japonesas.

A adaptação de Robotech será desenvolvida pela produtora de Tobey Maguire (Peter Parker/Homem-Aranha), a Maguire Entertainment ao lado dos estúdios da Warner Bros; e deverá ser rodado ainda este ano.

Previsão de Estréia: 31/12/2010 (Original)


Nota do blog: Para quem não sabe Robotech é a adaptação que os americanos fizeram do original MACROSS, ds três séries de animes exibidas nos EUA com o nome de Robotech, na verdade sáo a primeira é MACROSS as outras duas na verde erma animes diferentes que os gringos juntaram em torno da mesma história e pra fala a verdade Robotech só fez sucesso devido ao primeira ou seja MACROSS, mas é uma grande noticia sem duvida, tomara que vingue sera muito bom ver os Valkyries na Telona..., nunca é demais lembrar que eles foram inspirados no F-14 Tomcat e que foi feita até uma homenagem ao esquadrão Jolly Rogers na pintura do Valkirie do capitão Roy Focker.

Provavelmente o
Tobey Maguire será Hikaru Ichijio, ou Tenente Rick Hunter:


O que acham? Combinacom o original?






Resp:. Eu acho que sim.



E quem será o Sempai ou Roy Focker ?? e a grande estrela
Lynn Minmay ???

terça-feira, 28 de julho de 2009

P-47D - Academy 1/72

P-47D Thunderbird (Academy 1/72)



Desde que comecei a me aventurar a montar uns Kits, (a aproximadamente dois anos e meio) sempre tive vontade de montar o Thunderbird, mas sempre deixei pra depois porque é um KIT muito "montado" tem muitas fotos ai pela net, e eu sempre me perguntava porque montam tanto este avião, é lógico tem toda a parte históricaa do 1º grupo de caça "Senta Pua" na Itália durante a II Guerra, e tudo que este representa para a FAB, mas o fato é que é um kit gostoso de montar e o resultado final é muito bom . Considero este um dos melhores ou o melhor plastimodelo que montei até hoje. Ainda tenho pouca experiência e lógico que quero supera-lo, mas gostei do resultado:














quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tomcats Russos !

































Segundo informações através do Irã a Rússia teve acesso a pelo menos dois caças F-14A do Irã. Consta um dos aviões tinha a cor cinza clara e não possuía marcas o outro pode ser visto nestas fotos ainda com a camuflagem de deserto típica dos caças iranianos. A ele foi incorporado apenas o "número 02" no padrão russo e a estrela vermelha. O Acesso da Russia a tecnologia destes aviões teria motivado a retirada de serviço do caça da Grumman. Os Russos certamente fizeram um bom uso dos caças iranianos e do seu sistema de armas AN/AWG-9/AIM-54A.

Ai esta uma das explicações do porque da retirada de serviço do F-14 Tomcat e o porque os exemplares amazenados no deserto estão sendo desmontados e virando sucata. Os americanos temem e muito que peças destes tomcats desativados venham a ser contrabandiadas para o Irã,
Essa informação também explica o incrível sucesso da familia Flanker com o Su-27 tendo se benefeciado da cópia e aperfeiçoamentos de sistemas do Tomcat e do roubo dos desenhos e projetos do F-15. Pra muitos a atual familia de misséis de longo alcance dos Russos são baseados no AIM54A Fênix arma essa exclusiva do Tomcat, que fora a USNAVY só a real força áerea do Irã venho a possuir.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia da Aviação de caça 2009


O dia 22 de abril de 1945 é uma data emblemática para a Força Aérea Brasileira, pois marcou o ápice da campanha do 1º Grupo de Aviação de Caça no Teatro de Operações europeu.

Em abril de 1945, a forte ofensiva aliada contra as tropas alemãs contou com a contundente participação do Esquadrão Senta a Púa. Em um único dia, essa valorosa unidade aérea realizou 44 surtidas, mesmo contando com um número reduzido de pilotos, que se revezavam incansavelmente para alcançar seus objetivos e cumprir suas missões.

Não obstante a oposição da pesadíssima flak germânica, os heróicos Jamboks interditaram pontes, destruíram instalações militares e arrasaram as linhas de suprimentos do Exército alemão. Naquele dia 22 de abril, o 1º Grupo de Aviação de Caça contribuiu, decisivamente, para o rompimento das linhas inimigas, acelerando o final do conflito no Mediterrâneo.

Foi, sem sombra de dúvida, uma grande proeza para os oficiais, sargentos e praças que compunham, então, aquela destemida Unidade Aérea. Mas, acima de tudo, essa foi uma façanha sem igual para a mais jovem das nossas Forças Armadas: a Força Aérea Brasileira.

Cabe-nos recordar, neste momento de exultação, que a arma aérea como Força independente era, à época, um conceito de vanguarda que contrariava a doutrina então estabelecida.

Criar o Ministério da Aeronáutica, em 1941, foi uma batalha ideológica e um arrojado esforço para os pioneiros da aviação militar nacional, que dispunham de poucas aeronaves de treinamento e muito entusiasmo.

Mais do que isso, instituir a nova Força e igualmente preparar uma unidade de caça para combater um inimigo desconhecido em terras distantes, em apenas nove meses, foi um feito fora do comum.

A criação do 1º Grupo de Aviação de Caça, em 18 dezembro de 1943, foi o prólogo de uma narrativa coberta de determinação e glória. A recém criada unidade de caça, liderada pelo Major Aviador Nero Moura, partiu para a América do Norte, logo em janeiro de 44, com 20 oficiais e 12 sargentos para o treinamento inicial de táticas e técnicas de guerra aérea.

Primeiramente, em Aguadulce com as aeronaves P-40; depois, em Suffolk, veio o primeiro contato com o “Trator Voador”. Ritmo acelerado; trabalho duro. Alguns meses mais tarde, em outubro, os Jambocks chegam à Tarquínia e iniciam o seu batismo de fogo. Dessa feita, 398 homens e mulheres – aviadores, mecânicos, intendentes, médicos, enfermeiras e cozinheiros – todos unidos pelo mesmo ideal de defender a democracia e honrar a Pátria amada.

Depois da estada em Tarquínia, os Jambocks foram para Pisa experimentar a maturidade operacional. Bem mais próxima da linha de frente, a operação a partir desse estratégico aeródromo proporcionava aos pilotos das esquadrilhas Vermelha, Amarela, Azul e Verde maior tempo sobre território hostil e engajamentos mais acirrados contra “a flak de 40 dos tedescos”.

Ao longo dos últimos meses da guerra, o tricentésimo qüinquagésimo Grupo de Caça norte-americano (350th Fighter Group), do qual fazia parte o “Senta a Púa”, impulsionado pelo lema “Audácia e Vigor”, atuou de forma marcante para a derrocada do Exército alemão no Norte da Itália. Tais feitos exigiram, entre outros atributos, coragem para enfrentar a antiaérea inimiga e perseverança para atacar por diversas vezes os mesmos alvos até que a vitória fosse assegurada.

Maio de 1945 foi o epílogo dessa memorável biografia de 2.550 missões de guerra, e o início de um novo episódio na vida da Força Aérea Brasileira, porquanto chegara o momento de organizar e desenvolver a nossa Aviação de Caça. De volta ao Brasil, os veteranos promoveram uma verdadeira transformação doutrinária na Força Aérea e implantaram o Estágio de Seleção de Pilotos de Caça, gênese dos Esquadrões Pacau e Joker que, mais tarde, tornaram-se os berços de nossos pilotos de combate.

Desde o retorno do velho Avestruz que foi à guerra até a ativação da mais jovem unidade aérea de caça – o Esquadrão Flecha - a Aviação de Caça cresceu e hoje emprega vetores modernos e sofisticados com o mesmo profissionalismo e dedicação demonstrados nos céus da Itália.

O sangue derramado pelos pilotos naquela Guerra, representado pelo fundo vermelho da célebre bolacha do 1º Grupo de Aviação de Caça, não foi em vão. Na verdade, o legado e os ensinamentos desses heróis produziram inúmeras gerações de pilotos de combate e ajudaram a moldar a identidade da Força Aérea Brasileira.

Agora, quando discutimos o futuro do Poder Militar Aeroespacial, devemos nos espelhar nos exemplos de bravura e determinação do então Tenente Coronel Nero Moura e de seus comandados para escrever a mesma história de sucesso obtida pelo 1º Grupo de Aviação de Caça nos céus da Itália.

Senta a Púa, Jambock!

Ten Brig Ar JOÃO MANOEL SANDIM DE REZENDE
Comandante do Comando-Geral de Operações Aéreas

FONTE: COMGAR

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Minhas "Criaturas"

VF-1 Strike Valkyries (Hasegawa escala 1/72) e
F14A - Tomcat (Academy escala 1/72)








quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SPEED & ANGELS



Documentário dirigido por Peyton Wilson, sobre pilotos da US Navy, cuja a estrela principal (alem do avião ) é uma das últimas "female pilot F14 Tomcat" a típica jovem americana Meagan então com 24 anos de idade fã do Tomcat desde que assistiu pela primeira vez ao filme Top Gun disse para o seu pai: _Um dia vou pilotar um desses "bichões" e cumpriu a promessa vindo mais tarde a fazer a transição para o F18 Super Hornet. Este filme tmbém marca a última aparição do Tomcat Cat nas telonas antes da sua aposentadoria em Setembro de 2006, infelizmente ainda não foi lançado no Brasil, mas pode ser comprado na net em lojas especializadas.
O documentário foi feito ente os anos de 2003 e 2006 as filmagens começaram logo após a 2º invasão do Iraque, (Iraque Freedom) e mostra a vida de dois novos pilotos de caça, um homem e uma mulher recebendo treinamento e formação para se tornar um piloto de F-14 Tomcats. O diretor retrata eficazmente não apenas os ensaios e as lutas ocorridas nos treinamentos para se tornar um aviador naval, mas também as dificuldades, fisicamente e emocionalmente, de estar se formando um piloto, sobre o mar, longe da família e amigos.
Para matar a curiosidade pode se acessar o site oficial do documentário, lá tem fotos, vídeos e informações sobre os pilotos como o my space profile de Meagan:



http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=121668367









Outra coisa importante de se lembrar sobre este documentário é que é o mais próximo que você pode estar de aterrissar em um porta-aviões ou em um "dogfighting" sem realmente fazê-lo", diz o diretor Wilson. "Os recursos visuais e sonoros são tão dramáticos que você acha mesmo que os jatos estão voando sobre sua cabeça."